Defeitos e virtudes: dois lados, não necessariamente opostos, de uma mesma moeda... Isso é o que torna, a meu ver, o ser humano uma máquina viva tão fascinante e tão incrivelmente complexa.
Eu gosto das virtudes. Eu as admiro. Mas a impressão que eu tenho é a de que elas nos estagnam, nos acomodam e nos "paralisam", como se pensássemos, inconscientemente, que, por causa delas, o ápice fora alcançado... São os defeitos que nos fazem querer desvendar o que alguém esconde por debaixo da máscara da sociabilidade e da normalidade, cheia de virtudes, que todos nós carregamos. São os defeitos que marcam, que individualizam e que caracterizam uma pessoa. São eles que, em contato com o outro, nos lembram quem realmente somos. São os defeitos que, quando conhecidos, fazem com que nos reinventemos, mudemos, evoluamos e amadureçamos.
Há uma linha muito fina e frágil entre as virtudes e os defeitos. Por isso, que as experiências da vida sejam marcadas por mudanças; que os defeitos se transformem em virtudes e, quando necessário, que a recíproca seja verdadeira... Mas, principalmente, que nunca nos faltem os defeitos, os erros e as falhas, afinal, só se livrou deles quem já morreu.
"Sê bom.
Mas, ao coração, prudência e cautela ajuntam.
Quem todo de mel se unta,
os ursos o lamberão", Mario Quintana.
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